O caso é referente a um assalto a loja de eletrodomésticos de Sorriso em 2019. Decisão apontou falta de provas válidas.
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A Justiça de Mato Grosso absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como ‘W.T’, apontado como tesoureiro de uma facção criminosa no estado, da acusação de roubo a mão armada a uma loja de eletrodomésticos na cidade de Sorriso (MT), em 2019. A decisão assinada pelo juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, nesta quinta-feira (15), considerou as provas apresentadas no processo insuficientes para comprovar a participação dele no crime.
O g1 tenta localizar a defesa de Paulo.
Conforme a investigação, um grupo invadiu uma loja, rendeu funcionários, trancou parte da equipe e levou diversos celulares. À época, a Polícia Civil apontou Paulo Witer como um dos envolvidos após localizar uma mochila em outro local contendo celulares roubados e a nota fiscal de um aparelho adquirido em seu nome no dia anterior.
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A acusação também se baseou em um reconhecimento fotográfico feito por testemunhas na delegacia. Na sentença, o magistrado anulou o reconhecimento por foto realizado pela polícia, destacando que o procedimento descumpriu as regras previstas em lei.
O juiz apontou ainda que as imagens apresentadas às testemunhas continham nomes escritos de forma visível e até fotos atribuídas a pessoas erradas, o que gerou confusão nos depoimentos. Com a anulação da prova fotográfica, restou apenas a nota fiscal do celular, elemento considerado frágil e insuficiente para sustentar uma condenação sem outros indícios confirmados em juízo.
Diante da falta de provas seguras, Paulo foi absolvido com base no princípio da presunção de inocência. Apesar disso, ele segue preso por outras ordens judiciais.
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Quem é Paulo Witer
Apontado pela polícia como tesoureiro da facção Comando Vermelho em MT, Paulo foi alvo de diversas operações contra o crime organizado. Na Operação Red Money, ele foi acusado de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e extorsão de comerciantes.
Mesmo após o Superior Tribunal de Justiça conceder habeas corpus em 2024, ele permaneceu preso por responder a outros processos, como Operação Tempo Extra e Operação Apito Final, que investigavam movimentações financeiras ligadas ao tráfico.
Em 2009, W.T foi condenado a oito anos de prisão, em regime fechado por roubo em Várzea Grande com uso de arma. No ano seguinte, ao ser intimado, Paulo recorreu, mas o recurso não foi processado porque o juiz decidiu que a ausência de interposição formal pelo advogado equivaleria à desistência. No entanto, o TJ considerou que essa decisão violou o direito constitucional e anulou a condenação.
Em janeiro de 2026, a Justiça de Mato Grosso anulou a condenação de Paulo após recurso. A Justiça entendeu que o estado perdeu o direito de aplicar a pena, já que passaram mais de 15 anos desde a condenação. Apesar disso, Paulo Witer continuou preso devido à Operação Red Money, deflagrada em 2018 para investigar esquema de lavagem de dinheiro.
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